Para chegar ao banqueiro português que lidera o Lloyds foram avaliados bancos de cem países e compararam-se os resultados entre 1 de abril de 2012 e 31 de março de 2013. "Decisões duras tomadas em momentos críticos ajudaram a reavivar o Lloyds. Agora, Horta-Osório pode concentrar-se em fazer o melhor do maior banco do Reino Unido", disse o porta-voz da Euromoney.
Foram 12 meses difíceis, com momentos turbulentos e no limite da resistência, mas os resultados começam a estar à vista. A capitalização bolsista do Lloyds atingiu 55 mil milhões de euros, ombro a ombro com o Santander, maior instituição financeira da zona euro, onde trabalhou quase duas décadas. No último ano, as ações subiram 117% - e foi a melhor ação de banca no mundo nos últimos 18 meses -, a dívida caiu abaixo de 50 mil milhões de libras, quando há dois anos tocava os 250 mil milhões, e para o ano deve haver lucros.
Desde que entrou no Lloyds, a 1 de março de 2011, que Horta-Osório tinha como objetivo limpar o balanço, recheado de ativos tóxicos, assumir perdas - em vez de as empurrar com a barriga - e dar novo impulso estratégico ao grupo. Foram dois anos de enorme desgaste, como ficou demonstrado com a crise de saúde que levou o CEO a uma pausa forçada de seis semanas, oito meses depois de assumir o cargo.
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