quarta-feira, 29 de julho de 2015

Via verde, o mito português ou o caso da mentira ditas muitas vezes?

É o caso da mentira ditas muitas vezes...                              
A Via Verde é um sistema de portagem electrónica que se usa em Portugal desde 1991, e que se estendeu a todas as portagens de todas as auto-estradas e pontes do país desde 1995.Ao passar pela pista exclusiva a utentes numa portagem,uma etiqueta RFID colada ao pára-brisas do veículo transmite o seu identificador e a importância da portagem debita-se directamente na conta bancária do cliente. Se a etiqueta não for válida (ou inexistente) ou a classe do veículo (tal como é detectada pelos sensores electrónicos da pista) não corresponder à classe codificada na etiqueta, o veículo infractor é fotografado e inicia-se a tramitação legal.Este sistema prevê um bom fluxo de tráfego:as pistas reservadas a utentes do serviço têm um limite de velocidade de 40 a 60 km/h, embora se tenha demonstrado que o sistema pode funcionar correctamente a velocidades acima de 200 km/h.Via Verde teve êxito em Portugal principalmente porque é compatível com qualquer  banco do país, dado que a sua rede bancária está completamente integrada (a rede Multibanco).
Mito da invenção portuguesa
A Via Verde é geralmente tida em Portugal como o primeiro sistema de portagem electrónica do mundo. Isto não é verdade, visto que a tecnologia foi desenvolvida pela empresa norueguesa Q-Freee instalada em 1988 em Trondheim (isto pode ser confirmado

pelo facto de o identificador não ser feito em Portugal). A popularidade deste mito é ajudada pelo facto de os departamentos de marketing das empresas ligadas à Via Verde (Via Verde, Brisa e SIBS), que anunciam a Via Verde como o primeiro sistema do seu tipo e como invenção nacional.Existe algum fundo de verdade para o mito, uma vez que a Via Verde foi o primeiro sistema a ser aplicado a todas as portagens de um país (isto foi provavelmente ajudado pelo facto de na altura a Brisa explorar grande parte das portagens em Portugal).

Quanto ao facto de ser feita em Portugal, é também verdade que partes do sistema (a gestão de portagens e o sistema de pagamento) terem sido desenvolvidas em Portugal visto que são
relacionadas com o sistema de auto-estradas e com o Multibanco.
Utilizações alternativas
Devido à grande uso do sistema Via Verde, agora está-se alargando a outras áreas fora do pagamento electrónico de portagens. Na actualidade, é utilizado em muitos  parques de estacionamento e em algumas gasolineiras da companhia Galp. Este sistema está completamente integrado, o que significa que um mesmo cartão funcione em todas os lugares.

Via verde, o mito português



É o caso da mentira ditas muitas vezes... 

A Via Verde é um sistema de portagem electrónica que se usa em Portugal desde 1991, e que se estendeu a todas as portagens de todas as auto-estradas e pontes do país desde 1995.Ao passar pela pista exclusiva a utentes numa portagem,uma etiqueta RFID colada ao pára-brisas do veículo transmite o seu identificador e a importância da portagem debita-se directamente na conta bancária do cliente. Se a etiqueta não for válida (ou inexistente) ou a classe do veículo (tal como é detectada pelos sensores electrónicos da pista) não corresponder à classe codificada na etiqueta, o veículo infractor é fotografado e inicia-se a tramitação legal.Este sistema prevê um bom fluxo de tráfego:as pistas reservadas a utentes do serviço têm um limite de velocidade de 40 a 60 km/h, embora se tenha demonstrado que o sistema pode funcionar correctamente a velocidades acima de 200 km/h.Via Verde teve êxito em Portugal principalmente porque é compatível com qualquer  banco do país, dado que a sua rede bancária está completamente integrada (a rede Multibanco).

Mito da invenção portuguesa

A Via Verde é geralmente tida em Portugal como o primeiro sistema de portagem electrónica do mundo. Isto não é verdade, visto que a tecnologia foi desenvolvida pela empresa norueguesa Q-Freee instalada em 1988 em Trondheim (isto pode ser confirmado
pelo facto de o identificador não ser feito em Portugal). A popularidade deste mito é ajudada pelo facto de os departamentos de marketing das empresas ligadas à Via Verde (Via Verde, Brisa e SIBS), que anunciam a Via Verde como o primeiro sistema do seu tipo e como invenção nacional.Existe algum fundo de verdade para o mito, uma vez que a Via Verde foi o primeiro sistema a ser aplicado a todas as portagens de um país (isto foi provavelmente ajudado pelo facto de na altura a Brisa explorar grande parte das portagens em Portugal). 


Quanto ao facto de ser feita em Portugal, é também verdade que partes do sistema (a gestão de portagens e o sistema de pagamento) terem sido desenvolvidas em Portugal visto que são relacionadas com o sistema de auto-estradas e com o Multibanco.

Utilizações alternativas

Devido à grande uso do sistema Via Verde, agora está-se alargando a outras áreas fora do pagamento electrónico de portagens. Na actualidade, é utilizado em muitos  parques de estacionamento e em algumas gasolineiras da companhia Galp. Este sistema está completamente integrado, o que significa que um mesmo cartão funcione em todas os lugares.


 


quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Houve um avião que ameaçava o poderio aereo Americano?

O Fim dum sonho duma nação

Imagem de apresentação oficial do CF-105 Arrow para os Canadenses. Orgulho do país.
Uma das histórias mais exóticas do mundo da aviação e que também se encontra até hoje sem uma explicação plausível é a do CF-105 Arrow. Este foi um projeto, inteiramente desenvolvido no Canadá, e que não era simplesmente um novo avião militar, e sim um grande caça supersônico com muitas inovações tecnológicas, e uma delas era o fly by wire.

De dimensões bem avantajadas, e com asas em Delta, ele seguia bem o estilo do F-106 Americano, porém ainda maior e mais moderno. Mas é aí que começa o nó desta história.



Uma das histórias mais exóticas do mundo da aviação e que também se encontra até hoje sem uma explicação plausível é a da CF-105 Arow. Este foi um projeto, inteiramente desenvolvido no Canadá, e que não era simplesmente um novo avião militar, e sim um grande caça supersônico com muitas inovações tecnológicas, e uma delas era o fly by wire.

De dimensões bem avantajadas, e com asas em Delta, ele seguia bem o estilo do F-106 Americano, porém ainda maior e mais moderno. Mas é aí que começa o nó dessa história.
No início da década de 50, um grande projeto envolvendo a empresa Canadense Avro, e por encomenda do Governo, assim estava surgindo um orgulho para o povo do Canadá. Este super avião para a época, prometia ser superior aos mais modernos aviões Americanos, Europeus e Russos da época.
Mas e aí...o que aconteceu?? Essa é aparte mais abominável dessa história, é como os Americanos acham que na América tudo de melhor tem que ser deles, uma sabotagem ao projeto CF-105 e com um apoio de um governo Canadense.
Depois dos primeiros vôos inaugurais para testar o avião e a apresentação do mesmo para toda a população, o novo governo optou por cancelar o projeto.
Aproximadamente em abril 1959, os oficiais de governo tinham se movido até planta de Avro em Malton, Ontário e tinham começado destruir todos os originais do projeto, trabalho feito com ferramentas, além doa aviões prontos associados com o programa CF-105. Os aviões foram cortados e transportados e destruidos como a sucata. Nenhuma parte do programa da Arrow CF-105 devia ser conservada.



Uma das poucas partes que sobraram do avião, está em exposição. Este é um simulador de vôo.
Para quem gosta da história da aviãção militar como eu, existem os kits de montagem de miniaturas do CF-105, como é o caso da foto acima. O meu já está encomendado.
Pior ainda foi a justificativa do cancelamento do projeto. Segundo eles, o cenário de guerra mundial teria mudado e o projeto havia ficado obsoleto, mas para piorar eles produziram sob licença, um dos piores caças Americanos, o F-104. isso além do F-100 e F-101, em detrimento de um projeto próprio e moderno. 
A esquerda o CF-104, e a direita o CF-101.
Na atualidade, livros e sites tentam resgatar esta história mas a dificuldade é muito grande, já que tudo que se referia ao projeto do mesmo foi destruído, e que até uma maquete em tamanho natural fica difícil de construir por falta de plantas, e além disso um movimento de pessoas inconformadas com a situação tentou reviver o projeto, mas desistiu por falta de documentos para dar a partida numa réplica do avião.

Esse tipo de acontecimento é bom para que, nós Brasileiros refletirmos sobre até que ponto nossa soberania está sendo corroída com pressões Americanas, para não investirmos em defesa e quando o fazemos, compramos os equipamentos deles, e o pior de tudo. Compramos todo o sistema de radar da Amazônia (SIVAM) de uma empresa Americana por pressão de Bil Clinton para FHC, e não é só isso. Quem havia ganhado a concorrência teria sido uma empresa Francesa em parceria com uma Brasileira..

Isso é tão sério que é só lembrarmos que os radares Argentinos foram fornecidos pelos Americanos, e na guerra das Malvinas o Americanos já forneceram os mísseis para os Ingleses com os códigos dos radares Argentinos.
Que a vergonhosa história do CF-105 Arrow nos sirva de exemplo de que é ótimo sermos amigos, termos boas relações culturais e comerciais, mas soberania é coisa muito séria.

Este foi um grande projeto que foi literalmente abatido antes que pudesse decolar para realmente marcar a história tecnológica de seu país. E nós no Brasil? Quantos grandes projetos foram “abatidos” antes que pudessem brilhar no mercado interno e externo? O Tanque de guerra, Osório da Engesa é um deles.

Créditos de Edras: http://www.blogger.com/profile/18193547846817431297

Já houve, desde 1945, 2053 explosões nucleares na terra?

Mapa do tempo de cada explosão nuclear na terra

O artista japonês Isao Hashimoto criou um belo e inegavelmente assustador mapa do tempo,  das 2053 explosões nucleares que tiveram lugar entre 1945 e 1998, começando com o teste "Trinity" do Projeto Manhattan, perto de Los Alamos e concluindo com testes nucleares do Paquistão em Maio de 1998. Isto deixa de fora dois supostos testes nucleares da Coréia do Norte nesta última década, cuja legitimidade não é certa.
Cada nação recebe um pontinho e um ponto piscando no mapa sempre que detonar uma arma nuclear, com uma contagem mantido nas barras superior e inferior do ecran. 
Hashimoto, que iniciou o projeto em 2003, diz que, o criou com o objetivo de mostrar "o medo e a loucura das armas nucleares." 
Se quiser ver ação a sério, salte para 1962. Onde é que isto vai parar?

A fronteira das cidade de Baarle-Nassau e Baare-Hertog (Holanda e Bélgica) é a mais complicada do mundo?

Passo a explicar:
Parte dela é da Holanda e se chama Baarle-Nassau, enquanto a outra pertence à Bélgica e é Baarle-Hertog. Cada uma tem a sua câmara, correios, esqudra de policia etc. 
Mas a divisão não é marcada por uma linha contínua: é toda feita de estilhaços. Há vários pedaços de Baarle-Nassau dentro de Baarle-Hertog e vice-versa. Os únicos indicadores do país onde está,  encontra-se nas marcações na rua e minúsculas bandeiras nacionais na porta das casas. 
A origem está no século 12, quando dois senhores feudais não chegaram a um consenso para dividir a área de maneira simples. Hoje, as fronteiras não têm importância política, mas são defendidas pelos habitantes: eles dizem que, se não fosse isso, a(s) cidade(s) seria(m) um lugar qualquer. 

A fronteira é tão complicada que até algumas casas e cafés são divididos entre os dois países. Houve uma época, que pela lei holandesa, restaurantes deveriam fechar mais cedo, o que significava que os clientes teriam que mudar suas mesas para o lado belga após determinado horário.

Toda essa complexidade resulta de diversos tratados e acordos medievais feitos pelos Lordes de Breda e dos Duques de Brabant.

Lisboa foi nomeada para melhor destino turístico

A organização dos ‘World Travel Awards', os mais prestigiados prémios de turismo a nível mundial, nomeou Lisboa para a categoria de ‘Melhor Destino para City Breaks no Mundo'. A votação decorre até 10 de novembro no site oficial do ‘World Travel Awards', sendo que a cerimónia de entrega dos prémios está marcada para 30 de novembro, no Qatar.Há pouco mais de um mês, a capital portuguesa foi distinguida na mesma categoria a nível europeu. A Associação de Turismo de Lisboa (ATL) olha com grande orgulho para o reconhecimento de Lisboa à escala mundial."O posicionamento de Lisboa enquanto destino turístico de preferência e destaque tem vindo a consolidar-se, de forma sustentada, e o reconhecimento dessa mesma evolução confirma-se através dos diversos prémios atribuídos pelas mais prestigiadas entidades do sector a nível mundial", sublinha Vítor Costa, diretor geral da ATL.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

O Ornitorrinco...O mamífero que tem bico de pato e põe ovos!

  •  O Ornitorrinco é um animal muito, muito raro e estranho, que só existe na Austrália e na Nova Zelândia. Tem bico de pato, o corpo coberto de pêlo, cauda achatada, nada como um peixe e tem patas com membranas entre os dedos...
  • O mais estranho é que, das cerca de cinco mil espécies de mamíferos, o ornitorrinco é uma das únicas que põe ovos!
  • Quando os ovos se partem e o filhote nasce, passa a alimentar-se do leite da mãe que escorre de poros dilatados na pele. É que a ornitorrinco-fêmea tem glândulas mamárias, mas não tem tetas para alimentar os filhotes.
  • Tal como os outros mamíferos, o ornitorrinco tem o sangue quente.
  • Apesar de alimentar os filhotes com leite, o ornitorrinco é o mamífero menos parecido com um mamífero que existe. Provavelmente, é também o bicho mais esquisito. Para se mover na água, possui quatro grandes patas que funcionam como barbatanas. O seu rabo é longo e achatado como o dos castores (mede cerca de 15 cm).
  • O ornitorrinco é um excelente nadador e consegue ficar debaixo da água durante 5 minutos!
  • Quando mergulha os olhos e as narinas ficam protegidos por uma espécie de bolsa que os deixa cegos e surdos. Mesmo assim, consegue movimentar-se muito bem porque tem um bico muito sensível que o guia em busca de alimento.
  • O ornitorrinco macho tem uma espécie de garra venenosa nas patas traseiras que pode até matar algum animal que o ataque. Quando chegam a adultos, o ornitorrinco mede mais ou menos 50 cm de comprimento.
    Alimenta-se de girinos, crustáceos, vermes e peixinhos.
  • Embora passe a maior do tempo na água, o ornitorrinco cava o seu complicado ninho na margem de lagos e pequenos rios. A fêmea cava uma toca bem funda, com mais de 2 metros de comprimento, onde choca os seus ovos.
  • Os cientistas consideram o ornitorrinco um "fóssil vivo"! Supõe-se que se originou há cerca de 150 milhões de anos (perto da altura da extinção dos dinossauros!).
  • Sabias que na América do Sul descobriram-se fósseis (desta vez bem mortos) de ornitorrincos?